Globo de Ouro: forte termômetro para o Oscar

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*por Jeam Camilo

No dia 10 de janeiro, foram revelados os vencedores do 73º Globo de Ouro, prêmio dado pelos correspondentes estrangeiros em Hollywood, forte termômetro para o Oscar, prêmio máximo da indústria do cinema mundial. Mas como se constrói uma premiação capaz de ser um divisor de águas em carreiras e, possível passe livre para vencer e/ou ser indicado ao Oscar?

Vamos voltar ao nem tão longínquo 1943, em que oito jornalistas estrangeiros residentes em Los Angeles se reuniram para montar uma pequena lista com vencedores em apenas seis categorias, dos que julgavam serem os melhores daquele ano no cinema. Na primeira edição, nem cerimônia teve! Os vencedores foram anunciados numa coletiva, e o prêmio era um pergaminho com uma homenagem pelo trabalho. Na segunda premiação, foi criado o design da estatueta: um globo em cima de um pedestal cilíndrico.

Porém, o prêmio não foi bem visto por breve tempo, já que Hollywood, na época, não estava tão aberta ao mercado estrangeiro. Em 1944 pouco após a criação do prêmio, o Globo de Ouro acertou 4 dos principais vencedores no Oscar. Nesse momento, a premiação passou a ser respeitada e conceituada ganhando confiança e gerando muitas expectativas para a tão cobiçada estatueta dourada: o Oscar.

Imagem 01 - Madonna

 

Com o passar do tempo, categorias foram criadas, abrindo a premiação para cinema (subdividido em Drama e Comédia/Musical), televisão e animação. Apesar do hype em cima dos vencedores/indicados, muitos vencedores sequer foram indicados ao Oscar (caso de Madonna em 1996, que venceu a categoria de Melhor Atriz em Comédia/Musical por Evita) e Richard Gere (Melhor Ator Comédia/Musical por Chicago).

 

Setenta e três anos depois, com surpresas, injustiças, esnobadas e vitórias emocionantes, o Globo de Ouro busca, à sua maneira, inovar nas premiações (os vencedores não são votados pelos atores e técnicos, mas pela imprensa estrangeira em Hollywood, o que pode garantir um selo de qualidade à obra e aos seus envolvidos) e é apresentado após um jantar, o que garante momentos de descontração e embaraço (é comum vencedores subirem ao palco com palito nos dentes – caso de Ed Harris, ou segurando taças de bebida – Robert Downey Jr.). Meryl Streep foi a atriz com maior número de vitórias (8) e Jack Nicholson o ator com mais vitórias (7).

No fim das contas, é isso que garante a diversão: ver os astros descontraídos, alguns com cara de poucos amigos após não terem seus nomes anunciados como vencedores, ou apresentadores aproveitando para dizer umas “verdades” para o pessoal da indústria (caso do sempre polêmico apresentador Rick Gervais).

A premiação em si gera muitos dividendos: estilistas aproveitam o tapete vermelho para vestirem as estrelas; lojas de joias emprestam seus últimos lançamentos; astros aproveitam a deixa para falarem do próximo projeto; quem está “esquecido” reaparece com novo par… E tudo isso serve para ajudar na construção dos mitos da Meca do cinema.

Imagem 01 - Perdido em marte

 

A Biblioteca da FECAP se adiantou em alguns pontos em seu acervo. O vencedor de Melhor Filme Comédia/Musical e melhor Ator na mesma categoria (Matt Damon) pelo filme Perdido em Marte, uma adaptação do livro homônimo de Andy Weir, já está disponível em nosso acervo!

 

 

Imagem 03 - Jobs

 

O filme Steve Jobs, do cineasta Danny Boyle, venceu em duas categorias: Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante para Kate Winslet (a Biblioteca possui o livro que rendeu a adaptação: Steve Jobs: a biografia de Walter Isaacson).

 

 

Imagem 04 - Rocky

 

Sylvester Stallone, eterno Rocky Balboa, venceu na categoria Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Creed: nascido para lutar no qual interpreta o papel que lhe rendeu fama e Oscar: agora, Rocky treina um pupilo no ringue. O acervo da Biblioteca tem todos os filmes da saga Rocky, incluindo o último, Rocky Balboa.

 

 

Imagem 06 - A Teoria de TudoAlém dos filmes vencedores, alguns indicados e vencedores em outros anos também fazem parte de nosso acervo. É o caso do filme Birdman, vencedor do Globo de Ouro ano passado de Melhor Filme Drama, cujo diretor Alejandro Gonzàles-Iñarritú venceu novamente esse ano como Melhor Diretor pelo filme O Regresso, e do livro A Teoria de tudo, cuja adaptação rendeu a Eddie Redmayne o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Ator em 2015.

 

Agora é esperar pelos indicados ao Oscar (próximo dia 14 de janeiro) e, como em todos os anos, torcer, vibrar, esnobar e se surpreender com todo o frisson causado pela indústria mais influente do entretenimento: o cinema!

Venha descobrir mais títulos de livros e filmes que surpreenderam em várias premiações!

Até a próxima!

Jeam CamiloJeam Camilo

Bibliotecário de Referência da Biblioteca Paulo Ernesto Tolle, formado em Biblioteconomia pela UNESP – Marília e Pós-Graduado em Roteiro Audiovisual pelo SENAC – SP. Também é escritor com dois livros publicados, além de roteirista de dois projetos cinematográficos em andamento.

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