Pouca grana para viajar? Confira como a economia colaborativa pode te ajudar

Viajante

Em algum momento você ouviu falar dessa tal de “economia colaborativa”? Pois é! Esse conceito que tem se popularizado com uma velocidade relevante, estimula pessoas a pensar em soluções que trazem benefícios para todas as partes. De acordo com o Prof. Marcus Salusse, “o uso recente do termo economia compartilhada (do inglês sharing economy) surge nos Estados Unidos em meados dos anos 2000, e consiste no compartilhamento do uso ou da propriedade de bens e serviços.

Importante notar que o conceito de economia compartilhada não é novo, pois pessoas sempre emprestaram coisas (objetos, ferramentas, etc) umas às outras e empresas sempre se uniram com o objetivo de compartilhar custos de uma determinada empreita. A principal diferença entre o passado e o presente é a abrangência que as tecnologias de informação e redes sociais deram ao conceito e à prática, pois antes o compartilhamento era restrito a pessoas próximas ou conhecidas, mas agora o compartilhamento pode ocorrer com qualquer pessoa conectada em qualquer lugar do mundo.

 

Como que esse conceito pode ajudar você a realizar a viagem dos sonhos? As razões para que a economia compartilhada triunfe são inúmeras, dentre elas estão:

  1. A redução dos custos de transação gerados pela tecnologia de informação permite o compartilhamento, leia-se o aluguel, de bens e serviços por custos cada vez menores e em escala cada vez maior;
  2. A existência de maior quantidade de informação sobre coisas e pessoas permitem que bens físicos (ex.: carros, objetos, etc) sejam desagregados e consumidos como serviços;
  3. A confiança, elemento essencial neste tipo de negócio, é substituída pelos feedbacks em sites de compartilhamento, checagens em redes sociais, localização por GPS e sistemas de pagamento on-line;
  4. Há melhor utilização de recursos que são subutilizados por seus donos;
  5. Há benefícios sociais e ambientais no processo, pois pessoas que não possuem recursos para possuir (propriedade) um determinado bem ainda pode usufruir deste bem, ainda que por um determinado período de tempo, e há economia de recursos naturais em função da ausência de necessidade de “cada pessoa ter um carro”.

 

O fortalecimento do conceito de economia compartilhada ocorreu como resposta à crise econômica de 2008 e como alternativa ao sistema econômico baseado na propriedade dos bens. Neste sentido, a economia compartilhada foca no acesso (uso ou usufruto) dos bens e não mais na propriedade desses bens, ou seja, posso não ser dono do carro, ou da casa, mas ainda assim posso usá-lo. Além disso, como esses bens são subutilizados pelos seus donos o custo de utilização (preço) tende a ser menor do que os cobrados pelas pessoas e empresas tradicionais que estão em busca de retorno sobre o investimento e lucro.

 

De acordo com o raciocínio desenvolvido pelo economista norte-americado Jeremy Rifkin, da escola de negócios de Wharton, em seu livro “Sociedade com Custo Marginal Zero” – este trecho está sendo reproduzido da matéria da folha abaixo listada – “enquanto o mercado capitalista baseia-se no interesse próprio e é guiado pelo ganho material, os bens comuns sociais são motivados por interesses colaborativos e guiados por um profundo desejo de se conectar com os outros e de compartilhar”.

 

Agora deu para entender um pouco melhor do assunto, não é mesmo? Para ver como isso funciona na prática, conheça empresas que já trabalham com a economia colaborativa para oferecer serviços com um precinho reduzido:

  • Airbnb e Worldpackers
    Anúncio e reserva de acomodações ao redor do mundo, de forma comunitária.
  • Couchsurfing
    Conecta viajantes com uma rede de contatos global para compartilhar experiências em mais de 200.000 mil cidades diferentes.
  • Pegcar
    Aluguel de carro para viagens (é possível tanto adquirir o veículo, como oferece-lo)
  • Tripda e BlaBlaCar
    Aplicativo para organizar caronas solidárias entre pessoas que vão ao mesmo destino.
  • DogHero
    Serviço de hospedagem para cães.
  • Cyou e Alooga
    Aluguel dos mais diversos itens, desde instrumentos musicais, roupas, acessórios até equipamentos eletrônicos.

 

Prof. Marcos SalusseMarcus Salusse

Advogado, empreendedor e consultor de empresas. Doutorando e mestre em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. É Professor na FECAP e EAESP-FGV onde leciona nas áreas de empreendedorismo, estratégia empresarial e inovação e criatividade. Também coordena projetos no GVCenn – Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV, onde atua no Programa 10.000 mulheres, da Goldman Sachs, e como coautor do Relatório GEM Brasil– Global Entrepreneurship Monitor.

 

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