Ex-aluno da FECAP fala sobre a experiência de ter sido bolsista pela Fundação Estudar

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 * por Samuel Carvalho

O ano de 2007 representou um grande marco da virada na minha vida. Entrei na FECAP para cursar administração em 2006, após abandonar um técnico em outra instituição. Estava trabalhando há alguns anos como técnico em mecatrônica e, no início de 2007, juntei umas economias para realizar um intercâmbio de férias no Canadá. Adorei a experiência e, ao voltar, estava certo de que precisava encontrar um estágio mais alinhado ao meu propósito profissional e recomeçar a carreira do zero, mesmo que tivesse que dar um passo atrás em termos de salário.

 

Fiz algumas entrevistas e, por indicação de um colega de sala, recebi uma proposta de estágio em uma consultoria. A oportunidade me pareceu fantástica: o trabalho envolvia 3 das minhas áreas preferidas: TI, economia e marketing. O único problema era o salário, quase 4 vezes menor, que me deixaria em uma situação financeira bem apertada. Eu mal teria condições para pagar a mensalidade da FECAP. Foi neste momento que conheci o programa de bolsas da Fundação Estudar e decidi me inscrever.

 

Sabe aquele ditado que diz: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”? Foi o que senti quando soube do programa de bolsas. Como assim, alguém está se oferecendo para pagar pelos meus estudos? Logo pensei: “Tem algo errado nessa história”. Por sorte, conheci um aluno da FECAP que tinha sido aprovado no programa no ano anterior. Ele me explicou o propósito e objetivos da fundação e me encorajou a prosseguir com o processo.

 

“A seleção era rigorosa, bem parecida com os programas de trainee de grandes empresas (que, a propósito, eu sempre era reprovado): testes online, redação, dinâmica de grupo, entrevista com ex-bolsista, entrevista com diretor da fundação e a tão temida entrevista final. ”

 

 

 

Quase todos os candidatos tinham experiência internacional bem maiores do que meu curso de férias

 

Ou eram aqueles alunos campeões de olimpíadas de conhecimento. Felizmente, o que a Fundação Estudar busca não é somente onde você está hoje, mas o que você fez com as oportunidades que encontrou. Ou seja, eles valorizam muito a diferença entre do “de onde você veio” para “onde você está hoje” junto com “o que você está fazendo para chegar mais longe”.

 

O processo é bem rápido e logo você fica sabendo se foi aprovado ou não para a entrevista final. Esta última fase é sem dúvidas a mais desafiadora. Consiste em uma rodada de 5 ou 6 candidatos sentados de frente para 4 avaliadores e, ao fundo, uma comissão julgadora de diversas pessoas. Não me lembro bem, pois evitava olhar para trás e não me assustar, mas suponho que tinham umas 20 pessoas, pelo menos. Eu não tinha ideia de quem eram aqueles avaliadores, mas eu achei muito simpático um “velhinho” que estava bem à vontade, quase deitado na cadeira. Logo pensei: “esse cara deve ter moral, vou tentar responder alguma pergunta dele”.

 

“Os outros candidatos pareciam bem nervosos e eu estava tremendo! Nem lembro se houve apresentações, mas assim que o velhinho bacana fez a pergunta: “Se você tivesse a caneta de presidente por um dia, onde investiria e de onde tiraria o dinheiro? ”eu me ofereci para responder e comecei a falar sobre educação. ”

 

 

Mal comecei, um dos avaliadores me cortou dizendo que estava cheio de ouvir “blá blá blá” e respostas superficiais sobre educação

 

Basicamente, ele “me quebrou” e depois disse para eu continuar. Aquilo mexeu comigo, eu caprichei no raciocínio e fiquei satisfeito com a resposta! No final da entrevista fiquei sabendo que o tal “velhinho simpático” era o tão famoso Jorge Paulo Lemman (que eu nunca tinha ouvido falar), dono da AMBEV. Ah, e eu também não tinha ideia de quem eram os outros. Só depois soube que eram Marcel Telles, Beto Sicupira e um diretor da fundação. Uau!

 

Quando estava para completar 1 mês como estagiário na consultoria, eu recebi a notícia que fui aprovado no processo seletivo de bolsas! Também fiquei sabendo dos programas de desenvolvimento de carreira e encontros organizados pela comunidade.

 

 

“Desde então, já tive oportunidades de encontrar algumas vezes e receber conselhos dos próprios fundadores e outras pessoas de destaque, como FHC, Marina Silva, Fabio Barbosa, Jorge Gerdau, dentre outros. Já fui ajudado (e também ajudei) diversas vezes outros ex-bolsistas, através de indicação de oportunidades de emprego, apresentação de contatos e oportunidades de negócios. ”

 

 

Hoje, quando olho para trás, vejo que a Fundação Estudar contribuiu e ainda contribui muito com minha carreira profissional e também no meu desenvolvimento como ser humano. Apesar de não ser obrigado por contrato, sinto uma obrigação “moral” de restituir o valor da bolsa e desejo contribuir sempre, tanto financeiramente, quanto com tempo dedicado para garantir que outras pessoas possam ter a mesma oportunidade que eu tive, no momento em que mais precisei.

 

Para saber mais detalhes dessa história

Acesse o site da Fundação Estudar e confira todos os detalhes do Programa de Bolsas 2016. As inscrições vão até dia 27/03!

 

 

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Samuel Carvalho
Formado em Administração pela FECAP e Especialista em Gestão de Marketing e Vendas na mesma instituição, obteve bolsa da Fundação Estudar durante a graduação, em 2007. Conhece de perto a dinâmica do Vale do Silício nos EUA, sendo o responsável pelo planejamento para os mercados dos EUA, Canadá e América Latina na Veritas. Trabalhou na consultoria IDC – International Data Corporation e também foi sócio fundador de 2 empresas de internet. Contato: primosam@gmail.com

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