Precisamos conversar.

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Assuntos que ainda são tabu e escondidos da sociedade serão discutidos. Depressão, suicídio e perigos na internet existem e precisamos conversar sobre eles, tanto para obter informações quanto para ajudar àqueles que precisam de ajuda.

  1. DEPRESSÃO

A depressão afeta pessoas de todas as idades, condições sociais e países. Gera sofrimento psicológico e afeta a capacidade para realizar até mesmo as mais simples tarefas diárias, o que às vezes tem efeitos adversos sobre relações com a família e amigos e a capacidade de ganhar a vida. Pode ainda levar ao suicídio, que atualmente é a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade no mundo todo.


NÃO É BRINCADEIRA!

A boa notícia é que a depressão pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão do que é a doença e suas possíveis causas e tratamentos ajuda a reduzir o estigma a ela associado, acarretando um aumento no número de pessoas pedindo ajuda.

  1. SUICÍDIO

A psiquiatra Valéria Barreto Novais, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e sócia-fundadora da ONG Associação em Defesa da Saúde Mental (ADSM), explica que a incidência de certos transtornos de personalidade (TP) é um fator de risco para o comportamento suicida: uma em cada dez pessoas com TP pode atentar contra a própria vida. Quando esses indivíduos apresentam comorbidades — ou seja, sofrem de mais de um tipo de TP — o risco é ainda maior. No caso específico do Transtorno Borderline de Personalidade, por exemplo, 80% dos pacientes se automutilam, 75% tentam cometer suicídio e 10% realmente se matam.

Imagem relacionadaNem sempre quem desistiu de viver foi vítima de um trauma, mito muito comum nas tentativas de explicar o fenômeno. “Essas pessoas teriam, de fato, um transtorno na regulação da emoção”, explica Valéria Novais. Entre as principais características de uma pessoa com transtorno de personalidade, a médica lista sensibilidade aguçada, reação extremada a estímulos emocionais, afeto instável e autoimagem pobre.

A impulsividade é considerada um fator de risco, mas nem todas as pessoas impulsivas atentarão contra a própria vida — assim como nem todos os suicidas são impulsivos. Segundo Valéria Novais, há indícios de que a impulsividade em pacientes com TP influa, por exemplo, no número de tentativas. Em compensação, pessoas pouco impulsivas são mais meticulosas no planejamento do ato e, como consequência, têm mais chances de “sucesso”.

NÃO É VITIMISMO!

Quem se sente suicida pode buscar ajuda de diversas formas. Muitas vezes, contudo, o pedido de socorro passa despercebido ou é encarado de forma pejorativa. “Fulano só quer chamar a atenção”; “Quem quer se matar se mata, não avisa” e outras frases pouco empáticas são relatos comuns entre os pacientes. O preconceito existe até entre os médicos. “Muitas vezes, as pessoas com TP não encontram guarida por parte dos profissionais de saúde porque demandam muito, são difíceis de tratar”, analisa a psiquiatra. “Mas, com cuidados, elas podem melhorar e ter qualidade de vida”, garante.

  1. INTERNET SOMBRIA

A revolução digital mudou a forma como as pessoas se relacionam, trabalham, descansam. Não há dúvida das vantagens que a internet proporciona, como economia de tempo, praticidade, proximidade e possibilidade de conexão com pessoas de interesses semelhantes. Porém, como tudo na vida, a rede também tem um lado ruim. Embora ainda não existam dados específicos sobre a influência das redes sociais no índice de suicídio, o assunto começa a chamar a atenção. André Brasil Ribeiro, presidente da Associação Psiquiátrica da Bahia e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, estuda a relação entre tecnologia da informação e medicina há mais de duas décadas. Atualmente, seu enfoque é em mídias sociais.

Resultado de imagem para cyberbullyingEm setembro passado, em função da campanha de prevenção ao suicídio Setembro Amarelo, o médico participou de alguns estudos em parceria com desenvolvedores do Facebook para descobrir quantas menções relacionadas a suicídio eram feitas pelos brasileiros diariamente. O resultado foi chocante: por dia, o tema é mencionado cerca de 16 milhões de vezes, só no Brasil. “Isso é sinal de que o tema é cotidiano na vida de muita gente”, alerta o especialista.

Jogos como o Desafio da Baleia Azul” são perigosos porque os criminosos por trás da internet observam vítimas frágeis à situação e utilizam-se disso para provocar o crime, incentivar o suicídio. Este jogo é baseado em desafios, os participantes são instruídos por mentores a cumprirem uma espécie de maratona de 50 dias. Estes mentores seriam pessoas mais velhas, com grande poder de persuasão e que são consideradas cibercriminosos que fazem ameaças aos amigos e família da vítima obrigando-a a participar dos desafios. Utilizam-se de engenharia social, ameaças genéricas e dados publicamente disponíveis na rede dos usuários para criar uma ilusão de poder e controle.

Caso você seja ou conheça alguém nessa situação, é preciso procurar imediatamente as autoridades competentes.


Conversar com uma pessoa de confiança pode ser um primeiro passo para iniciar o tratamento. Caso você sinta que não tem com quem conversar sobre seus sentimentos, recorra aos orientadores da sua série (Colégio) ou a psicopedagoga Prof. Maria de Lurdes no e-mail maria.damiao@fecap.br (Graduação e Pós-Graduação), além de todos os funcionários da FECAP que estão disponíveis para lhes apoiar. Não guarde o que sente, fale, converse, escreva. Queremos que se sinta confortável para dividir. Estamos aqui por você.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também está disponível em postos de atendimento (141) ou utilizando um dos apoios via internet pelo site www.cvv.org.br.

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Fontes: Blog CVVSaúde PlenaTecMundo 

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