“De Alvarista para Alvarista” – Fernando Camargo

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Quando estamos passando por alguma jornada desafiadora (como a realização de um curso superior, por exemplo), algumas vezes paramos para refletir sobre algumas questões, como “Será que estou no caminho certo?”, “O que será que vem pela frente?”, “Será que as pessoas que fizeram isso antes de mim se deram bem?”, “O que eu deveria ou não deveria fazer? ”.

São muitas questões que nos intrigam e motivam ao mesmo tempo e nessas horas nada melhor do que ouvir conselhos daqueles que já trilharam um caminho semelhante, não é verdade?

Pensando nisso, convidamos alguns de nossos ex-alunos para compartilhem com os alunos atuais um pouco de sua experiência e, com essa mensagem “De Alvarista para Alvarista”, quem sabe possamos contribuir com aquele insight que faltava para que as coisas possam deslanchar de vez.

No post de hoje, entrevistamos o nosso ex-aluno de Secretariado, Fernando Camargo, o qual nos contou um pouco sobre os desafios que enfrentou em sua carreira de Secretário Executivo e trouxe algumas valiosas dicas para aqueles que desejam seguir nessa área.

Fernando Aguiar Camargo, 33 anos, é Secretário de Presidência na ABILUMI – Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Produtos de Iluminação, e Professor da Pós-Graduação em Assessoria Executiva na FECAP.

É graduado em Secretariado Executivo Trilíngue, formado em 2007 na FECAP, Pós-Graduado em Assessoria Executiva na UNIITALO, em 2011, e no momento cursa o MPA da FECAP.

Atualmente, o Fernando é também Diretor Adjunto do Sindicato das Secretárias e Secretários do Estado de São Paulo (SINSESP), Membro da Associação Brasileira de Pesquisa em Secretariado (ABPSEC), Palestrante e Instrutor de Cursos no segmento secretarial. Coautor do livro Excelência no Secretariado, do qual um dos capítulos é ‘O Homem e o Secretariado’.

  • É comum vermos matérias falando a respeito de profissões nas quais predomina a participação masculina, e as mulheres foram superando esses paradigmas e passaram a ocupar posições de destaque dentro desses caminhos. O Secretariado sempre foi uma carreira predominantemente feminina e você encarou o desafio de quebrar esse status quo. O que o levou a escolher essa carreira?

Atualmente, acredito que não existem mais profissões femininas ou masculinas, mas sim oportunidades para profissionais de excelência, seja nos aspectos técnicos ou comportamentais.

Em meados de 2004, no meu primeiro emprego, fui provocado pelo executivo a que atendia na época, ele me disse que queria um Secretário e acreditava que homens reuniam boas características para essa profissão. Ao buscar informações sobre o curso, me surpreendi com a grade curricular, que ofertava disciplinas como economia, contabilidade, direito, línguas, comunicação, marketing, técnicas secretariais, dentre outras, e me permitiria formação ampla.

O Secretariado tem uma característica muito interessante, que a meu ver é uma tendência de mercado: busca formar um profissional generalista, que conhece um pouco de cada área e pode transitar por qualquer setor de uma empresa. Não à toa, os cursos de Secretariado incluíram empreendedorismo na grade curricular, que vai ao encontro desse conhecimento generalizado, perfil marcante dos empreendedores.

  • Você foi o primeiro homem a se formar na FECAP na graduação de Secretariado. Como foi essa experiência ao longo do curso?

Foi muito marcante o fato de um homem na sala ser algo “diferente” até para os professores. Lembro de ouvir algumas vezes algo como: “todos os meninos que começaram o curso não terminaram”. E isso, de alguma forma, foi combustível para que eu terminasse o curso e exercesse a profissão.

Contei com o apoio da minha turma, que sempre me incentivou a seguir em frente e, de alguma forma, mostrar que os homens, assim como as mulheres, podem ser excelentes profissionais de Secretariado.

Ser o primeiro homem a me formar nesse curso serve até hoje como inspiração e exemplo para outros meninos que escolheram e escolhem essa carreira. E me sinto muito feliz, por poder contribuir para o crescimento da profissão e da participação masculina.

  • Como você enxerga o amadurecimento do mercado de trabalho de Secretariado para homens de hoje em relação ao de 10 anos atrás (2007), quando você se formou?

Vejo que hoje existe menos resistência das empresas, aos poucos conquistamos nosso espaço. Temos meninos em grandes empresas, como IBM, Santander, Grupo Fleury e também no setor público.

Acredito que as empresas mudaram um pouco aquele estereótipo de que o Secretariado é “coisa de mulher” e passaram a enxergar nesse profissional alguém estratégico, com ampla gama de conhecimento e com uma atuação multifuncional dentro das organizações. Assim, pouco importa o gênero, mas sim o quanto esse profissional pode contribuir para a organização.

  • Se você fosse orientar alguma pessoa que estivesse cogitando a possibilidade de realizar o curso de Secretariado, o que você pontuaria a ela (pontos positivos, negativos, benefícios e recompensas da carreira)?

De maneira resumida, é uma carreira que permite adquirir muito conhecimento (por se trabalhar ao lado de pessoas altamente estratégicas), crescimento relativamente rápido (vertical ou horizontal) e, em média, ótima remuneração. Existem muitas oportunidades de trabalho também, muito por falta de especialização ou de profissionais disponíveis. Pela facilidade e necessidade de conhecer diversas áreas da empresa, é uma profissão que pode oferecer algumas transições de carreira.

Por outro lado, é uma profissão que exige cada vez mais conhecimentos técnicos, principalmente tecnologia e línguas, e tem priorizado profissionais que demonstrem facilidade de adaptação a mudanças e atuação mais estratégica. Só por esse motivo (existem muitos outros), acredito que a profissão ainda tem muito a crescer e se desenvolver.

  • Que rumos você sugere a uma pessoa que esteja desenvolvendo sua jornada nessa profissão? Que tipo de especializações, características, experiências e conhecimentos tem sido mais exigido dos profissionais da área?

Uma característica muito interessante que tem se acentuado com os anos é a procura por profissionais formados em Secretariado e que possuam o SRTE (registro profissional).

Assim é importante a formação específica na área, o conhecimento em línguas (experiência internacional para aqueles que tiverem disponibilidade) e o domínio das técnicas secretariais, principalmente no que diz respeito à otimização de tempo e produtividade. Hoje, as empresas também querem profissionais de Secretariado que atuem de forma mais estratégica. Enfim, ter especialização e conhecer mais sobre o negócio tornou-se imprescindível.

  • Conte-nos um pouco sobre o papel da FECAP na sua carreira:

Por ser uma instituição com muita credibilidade, o fato de estudar (atualmente) e ter me formado na FECAP abriu portas e permitiu conhecer pessoas importantes para minha trajetória pessoal e profissional.

Um bom exemplo é o fato de hoje eu ser professor da pós-graduação em Assessoria Executiva e poder contribuir para que tenhamos cada vez mais profissionais preparados para um mercado cada vez mais exigente e competitivo. Tenho muito orgulho de fazer parte da família FECAP desde 2005!

 

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