Quem assiste ao noticiário econômico diariamente pode achar que esta área é baseada apenas em números. Porém, a grade curricular de Ciências Econômicas vai muito além disso.

Nem só de matemática vive esse campo de estudo. A graduação também inclui conteúdos de ciências sociais para ampliar a capacidade do aluno de interpretar cenários e planejar estrategicamente.

A profissão do economista é cada vez mais procurada por sua ampla empregabilidade nos setores público e privado.

Reunimos neste artigo tudo o que você precisa saber sobre a grade curricular de Ciências Econômicas. Acompanhe para tirar suas dúvidas.

O curso de Ciências Econômicas

O curso de Ciências Econômicas é popularmente conhecido como Economia. Divide-se em 8 semestres, totalizando 4 anos de estudo, e é do tipo bacharelado.

Quem deseja fazer essa faculdade deve estar preparado para ler muito. Além disso, é preciso ter bom raciocínio lógico para se dar bem no mercado de trabalho.

O campo de atuação é bem vasto. Pode-se trabalhar em instituições financeiras, entidades governamentais, como assessor ou consultor e até mesmo com pesquisa científica.

Há oportunidades em empresas de todos os tamanhos. A carreira é uma das mais promissoras ligadas à finanças.

A grade curricular de Ciências Econômicas

A formação é abrangente para preparar o profissional para realizar planejamentos e tomar decisões estratégicas.

Junte a paixão pelo universo dos números com o estudo de fatos históricos e sociais. Essa mistura de ingredientes resultará na base do curso de Ciências Econômicas.

É preciso gostar de pesquisar e ter boa noção lógica. Essas duas habilidades serão essenciais na atuação do economista no mercado de trabalho.

A grade curricular se divide em quatro eixos diferentes. Continue lendo para entender mais.

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Formação geral

Esse grupo de disciplinas é resultado da união dos conteúdos introdutórios. São aquelas matérias que servem de base para que o aluno entenda as disciplinas mais aprofundadas dos próximos semestres.

Reúnem matérias de exatas e ciências sociais. Normalmente, estão distribuídas entre os primeiros semestres do curso. A formação geral inclui:

Introdução à administração

Administração e Ciências Econômicas são áreas bem próximas.

O economista deve ter conhecimentos de administração para ajudar os gestores em planejamentos empresariais.

Os dois profissionais atuam em parceria no dia a dia das organizações definindo metas, planos acionários e projeções de investimento.

Ter noção sobre a área de atuação de cada ramo é importante para não extrapolar os limites éticos da profissão.

Sociologia

Essa disciplina já faz parte do cotidiano de quem se prepara para o Enem. Por isso, muitos alunos chegam ao curso de Ciências Econômicas com uma noção da matéria.

Trata-se de um campo de estudo voltado para investigar os relacionamentos sociais. Visa analisar como se dá a ligação da sociedade com as diferentes instituições.

Serve como base para que o futuro economista compreenda a relação entre a economia e as diferentes camadas sociais.

A disciplina é importante, por exemplo, para quem vai trabalhar com a formulação de políticas públicas econômicas.

Introdução ao direito

Os estudantes de Economia têm algo em comum com os de Direito. Compartilhada com os dois cursos, essa disciplina dá uma noção global sobre o mundo das leis.

Entender o vocabulário jurídico e traduzir os bordões da área é muito importante para quem vai formar em Ciências Econômicas.

Muitos acordos internacionais reúnem economistas e advogados para trabalhar lado a lado.

É fundamental ter noção das leis e do funcionamento das instituições administrativas para ter sucesso nessa área.

Contabilidade e Análise das demonstrações financeiras

Outro ramo bem próximo ao curso de Ciências Sociais é a Contabilidade. O motivo de incluir essa disciplina na grade é fácil de entender.

Assim como os contadores, o economista deve ter conhecimento sobre normas contábeis do país e saber interpretar uma demonstração financeira.

Os gráficos e relatórios contábeis servirão de apoio para que o futuro profissional conheça a conjuntura das empresas.

Contadores e economistas devem trabalhar juntos para controlar o fluxo de caixa das empresas e estabelecerem metas de crescimento.

Formação histórica

Quem ainda não conhece a grade curricular de Ciências Econômicas dificilmente imagina que o curso também tem um eixo histórico.

Muito além dos números, a formação histórica contempla o conjunto de matérias de Ciências Sociais Aplicadas.

Esse grupo de disciplinas são mais teóricas e, normalmente, demandam um tempo maior de pesquisa e leitura.

São fundamentais para que o universitário conheça o contexto econômico nacional e internacional ao longo dos anos. Entre elas, ressaltam-se:

História econômica geral

Um dos aspectos mais fascinantes da Economia é o impacto que as ações podem ter em médio e longo prazo. Um pequeno ajuste econômico pode mudar completamente o futuro de um país.

Portanto, é preciso estudar como a economia nacional e internacional mudou ao longo da história.

A análise dos fatos passados cria uma bagagem de conhecimento profissional para o estudante.

Essa é uma matéria essencial para antever riscos, planejar e executar ações efetivas para melhoria econômica.

Formação econômica do Brasil

Se o assunto é economia, não há como fugir do estudo deste campo na história do Brasil.

O país já passou por diversos planos econômicos que resultaram no atual cenário. Compreender cada um deles é fundamental para se contextualizar.

A formação econômica do Brasil é uma disciplina voltada a investigar fatos históricos e sociais relacionados a esse campo de estudo.

É impossível trabalhar como economista em uma empresa nacional sem ter esse conhecimento como ponto de partida.

Setor público e políticas fiscais

O setor público é um dos grandes empregadores de formandos de Ciências Econômicas. Há diversos concursos para quem deseja seguir carreira nesta área.

Saber como as instituições públicas estabelecem novos planos fiscais é a meta desta matéria.

As políticas fiscais governamentais são ponto de estudo do curso de Economia. Elas fazem parte dos princípios históricos fundamentais para interpretação do atual cenário.

História do pensamento econômico

Só quem olha para o passado é capaz de entender o presente e projetar o futuro com mais assertividade.

Por isso, a disciplina de História do Pensamento Econômico é tão importante. É voltada para pesquisar os fatos que deram origem a esse campo de estudo.

A matéria analisa o trabalho dos teóricos econômicos e o impacto de cada corrente.

Aprender como tudo começou pode ser muito curioso e até mesmo divertido para quem tem vocação para trabalhar na área.

Descubra como é a grade curricular de Ciências Econômicas

Formação teórica

Após os primeiros períodos do curso de Ciências Econômicas, o universitário passa a mergulhar nas matérias específicas da grade curricular.  

Agora é a hora de aprender tudo o que o profissional precisa para atuar no mercado de trabalho.

Normalmente, a partir dessa altura do curso, os estudantes passam a achá-lo ainda mais interessante.

Prestar atenção às disciplinas da formação teórica é interessante para se descobrir em qual área se quer trabalhar no futuro. O grupo inclui:

Fundamentos da microeconomia

Preço, produto, mercado, valor… esses termos são comuns no dia a dia e tornam essa disciplina mais fácil de compreender.

A microeconomia é o campo de estudo dedicado a analisar as relações dos bens de serviço com consumidores e fornecedores.

A disciplina estuda, por exemplo, como se dá a formação de preço de um produto. Examina ainda qual é o impacto disso no mercado de consumo.

Fundamentos da macroeconomia

A macroeconomia é muito mais ampla do que a matéria anterior. Trata-se de uma análise do cenário econômico como um todo.

Este é o ramo que engloba termos como inflação, taxa de juros, balança de investimentos e nível de desemprego.

Como é possível perceber, está ligado a contextos nacionais e internacionais e a políticas públicas e fatos históricos.

Quem trabalha nesta área, geralmente, está envolvido com grandes planos de ação governamentais.

Matemática

Quando o assunto é Economia, a primeira associação automática é com o universo dos números. Saber interpretar dados e calcular projeções financeiras é parte do dia a dia do economista.

A Matemática é uma das disciplinas mais importantes da grade curricular do curso. Serve como base para entender os métodos econômicos quantitativos.

Estatística

Esta disciplina é uma subárea da Matemática. Parte do estudo de um conjunto de dados numéricos para interpretar cenários e definir planejamentos.

Estudar Estatística ao longo da Faculdade ajudará o futuro economista a lidar melhor com probabilidades e amostragem de informações.

Dominar esse conteúdo é fundamental para reduzir incertezas e estimar fenômenos futuros, atuando com mais precisão e ética.

Coletar, estudar e interpretar dados é um dos objetivos desta matéria do curso de Ciências Econômicas.

Econometria

Provavelmente esse é um dos nomes mais desconhecidos entre as disciplinas da graduação de Economia.

Apesar de ser pouco popular, a Econometria é muito relevante para a sociedade. A matéria é uma espécie de junção entre a Estatística e a Economia.

A Econometria utiliza ferramentas estatísticas para compreender a ligação entre os aspectos econômicos por meio da utilização de modelos matemáticos.

Esse campo de estudo desempenhou papel fundamental por muitos anos. Era usado por governos e empresas privadas para estabelecer seus planejamentos de longo prazo.

Formação complementar

Além das disciplinas obrigatórias listadas acima, há a formação complementar. São matérias optativas, tão importantes quanto as demais.

É recomendado que o universitário aproveite ao máximo esse grupo para complementar a sua capacitação. Afinal, quanto mais ele se dedica a compreender o universo da Economia, mais estará preparado para atuar no mercado de trabalho.

Entre as disciplinas eletivas da grade curricular, destacam-se:

Inteligência de mercado

A Inteligência de Mercado é uma das técnicas utilizadas por empresas de todos os portes. É útil para analisar dados e ter novas ideias de ações.

O método é um dos ramos do Marketing e auxilia no crescimento das organizações de maneira mais sustentável.

O economista que entende dessa área é capaz de criar planejamentos estratégicos mais certeiros e minimizar risco das operações financeiras.

Análise da conjuntura avançada

Explorar informações e tirar conclusões a partir de um conjunto de variáveis é o objeto de estudo desta matéria.

Como o próprio nome já adianta, a matéria investiga cenários dinâmicos e avançados. Vai muito além de um simples retrato dos fatos ocorridos.

O universitário que opta por fazer essa disciplina estará mais preparado para entender eventos complexos. Será capaz de tomar decisões estratégicas com mais rapidez e segurança.

Econometria financeira

A Econometria Financeira é uma das vertentes da Econometria, citada anteriormente.

Este é um campo da Economia que estuda a destinação e a divisão dos recursos econômicos em ambientes incertos.

A disciplina se baseia em conceitos como tempo, informação, opção e incerteza para analisar a economia financeira.

Esse campo do conhecimento é muito aproveitado por quem trabalha com commodities, ações, títulos públicos e mercado especulativo.

Interpretações do Brasil

Quem deseja aprofundar-se ainda mais no estudo dos fatos sociais e históricos nacionais pode optar por fazer essa disciplina. A matéria estuda a conjuntura histórica e atual da Economia brasileira, ajudando o estudante a se contextualizar.

Ter domínio destes pontos fará diferença no dia a dia do economista. Quanto mais informado estiver o profissional, mais será capaz de atuar com autoconfiança e assertividade.

Requisito para conclusão do curso

Além de cursar as disciplinas obrigatórias, o universitário deve apresentar um trabalho final para a conclusão do curso. Na maioria das instituições de ensino, a graduação se dá após apresentação da monografia e aprovação nas demais disciplinas.

A monografia é um estudo científico sobre um assunto pré-selecionado. É uma revisão teórica, conduzida com apoio de um professor orientador.

Em geral, é construída ao longo dos três últimos semestres da graduação. Em grande parte dos casos, é feita individualmente.

Profissão economista

Como foi possível notar, a trajetória acadêmica do economista mescla diversos campos do conhecimento. A grade curricular de Ciências Econômicas é ampla e variada, o que dá ao curso mais ritmo e possibilidades.

O campo de atuação desta carreira é grande e tem bom índice de contratação.

Trata-se de uma profissão regulamentada. Portanto, além do diploma é preciso se registrar no Conselho Regional de Economia (Coren) para trabalhar no ramo.

Quem deseja ter uma carreira de sucesso nesta área deve estudar em uma instituição de ensino de qualidade, reconhecida pelo MEC.

Informe-se e prepare-se para aproveitar as oportunidades do mercado de trabalho neste ramo. Para descobrir mais sobre esse curso clique neste link.

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