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Você sabe como funciona o Fies? Não? Quer conhecer? Então você está no lugar certo! O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) se destaca no Brasil como uma das alternativas mais conhecidas e acessíveis para quem deseja ter acesso ao ensino superior.
Essa é uma forma fácil e rápida de cursar a graduação dos sonhos sem se preocupar, num primeiro momento, com o pagamento das mensalidades.
Continue conosco e entenda como funciona o Fies neste artigo completo, revisado pela equipe da FECAP, instituição de ensino reconhecida pela excelência acadêmica.
Este guia completo chegou para esclarecer todas as suas dúvidas com informações confiáveis, relatos práticos e orientações oficiais. Boa leitura!
O que é o Fies?
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi criado pelo governo federal em 1999 para oferecer crédito educativo a estudantes de baixa e média renda.
Esse instrumento de crédito viabiliza o pagamento dos cursos de graduação em instituições privadas com avaliação positiva no Ministério da Educação (MEC).
Qual o objetivo do Fies
O principal objetivo do Fies é garantir que mais pessoas tenham acesso ao ensino superior, mesmo que não tenham condições financeiras de arcar com as mensalidades durante a graduação.
Quem pode participar
Podem se inscrever no Fies:
- Estudantes que tenham feito o Enem a partir de 2010, com nota mínima de 450 pontos e sem zerar a redação.
- Alunos cuja renda familiar per capita seja de até três salários mínimos para o Fies, e até cinco salários mínimos para o P-Fies.
Como funciona o Fies?
Já deu para perceber que o Fies é um sistema bem diferente de um programa de concessão de bolsas, certo?
O sistema de financiamento funciona como uma espécie de empréstimo para pagamento das mensalidades. Os alunos selecionados parcelam o valor total do curso, iniciando o pagamento após a formatura.
Calouros e veteranos podem concorrer a uma vaga no Fies em qualquer semestre. Se aprovado no decorrer da graduação, o estudante receberá o valor integral das mensalidades já quitadas. Ou seja, o valor financiado sempre será referente ao curso completo.
Durante a faculdade, o universitário beneficiário deve pagar um seguro de vida e o encargo operacional fixado em contrato.
A cada novo semestre, é preciso fazer o aditamento do financiamento, isto é, a renovação de contrato para que ele continue com validade legal.
Como é feito o financiamento dos cursos
Durante o curso, o aluno paga apenas encargos simbólicos, sendo a maioria das mensalidades financiadas pelo programa.
Percentual de cobertura e custos que ficam por conta do aluno
- A cobertura pode chegar a 100% do valor da mensalidade, dependendo da renda familiar e do desempenho acadêmico.
- Em muitos casos, o estudante ainda paga uma parte reduzida da mensalidade durante o curso.
Diferença entre modalidades de Fies (Fies x P-Fies)
Entenda melhor as diferenças entre o Fies e o P-Fies e descubra qual é o ideal para você:
Fies
Essa alternativa foi criada para atender jovens com renda per capita familiar de até três salários mínimos. É a mais vantajosa, já que não há cobrança de taxa de juros sobre o valor da dívida.
Nesta modalidade, o governo atua como fiador do universitário, que paga uma taxa de coparticipação ao longo do curso.
Após a formatura, as parcelas começam a ser cobradas com um valor compatível com a realidade de cada jovem.
P-Fies
A principal diferença desta modalidade está relacionada ao fiador. No P-Fies, não é o governo que atua como garantidor do pagamento. São as instituições financeiras que assumem esse papel.
O P-Fies é destinado a estudantes com renda per capita familiar de três a cinco salários mínimos.
Há incidência de taxa de juros, com valor definido no contrato junto ao agente financeiro operador de crédito.
Quais são os requisitos para participar do Fies?
Chegou a hora de entender quais critérios o Ministério da Educação leva em consideração no momento de aprovar ou não um candidato ao Fies:
Critérios de renda familiar
Quanto à renda familiar total, ou seja, de todos os moradores da residência, vamos recapitular. É preciso observar:
- Fies tradicional: renda familiar per capita de até 3 salários mínimos (R$ 4.554 em 2025).
- P-Fies: até 5 salários mínimos (R$ 7.590 em 2025).
Desempenho no Enem
Sobre o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio, o estudante precisa:
- Ter tirado no mínimo 450 pontos na média das provas.
Ter nota maior que zero na redação.
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Documentação necessária
Para se inscrever no Fies ou P-Fies, a documentação é bastante simples:
- RG, CPF e comprovante de residência.
- Comprovante de renda de todos os membros da família.
- Histórico escolar e certificado de conclusão do ensino médio.
Quem pode se inscrever
O Fies é voltado para as pessoas que já concluíram o ensino médio e estão em busca de realizar o sonho do curso superior – porém, estão sem grana no momento.
Desde 2010, um dos requisitos Fies para se inscrever no programa é ter feito o Enem. O candidato deve ter:
- Ser maior de 18 anos.
- Tirado nota igual ou superior a 450.
- Não ter zerado a prova de redação.
- Ter renda de até cinco salários mínimos per capita.
Pessoas contempladas por bolsas parciais (50%) no Prouni também podem se inscrever. Neste caso, o valor do financiamento corresponderá a outra metade das mensalidades do curso.
Como se inscrever no Fies?
Agora que você já conferiu os pré-requisitos, chegou a hora de entender como se inscrever no Fies. Confira, a seguir, o nosso passo a passo:
Passo a passo da inscrição no Fies
- Acesse o site oficial do Fies.
- Cadastre-se no sistema com CPF, e-mail e senha.
- Preencha com seus dados pessoais e também familiares.
- Escolha o curso, instituição e modalidade de curso que você escolheu.
- Finalize a sua inscrição e aguarde o resultado da seleção, divulgado no site oficial.
Uso do simulador Fies para prever valores
O simulador Fies, disponível no portal do Ministério da Educação, permite que o estudante saiba previamente quanto poderá ser financiado e qual será o valor aproximado a pagar após a formatura. Bacana, não é?
Prazos e calendário de inscrição
As inscrições ocorrem, geralmente, duas vezes ao ano (início de cada semestre). Os prazos variam conforme o edital do MEC.
Como conseguir Fies na prática?
Entender o processo de inscrição é importante, mas, na prática, muitos estudantes enfrentam dúvidas sobre como aumentar as chances de aprovação e quais erros evitar.
Pensando nisso, reunimos algumas dicas valiosas para que você consiga se preparar melhor e tenha mais segurança ao buscar o financiamento estudantil.
Dicas para aumentar suas chances de aprovação
Um dos principais pontos é ter um bom desempenho no Enem, já que a nota é usada como critério de classificação.
Além disso, organizar toda a documentação com antecedência evita contratempos na hora de validar sua inscrição. Outro recurso estratégico é utilizar o simulador do Fies, que ajuda a prever valores e planejar o orçamento futuro com mais realismo.
Erros comuns ao se inscrever
É normal ficar nervoso na hora de se inscrever no Fies e acabar cometendo alguns erros. O problema é que isso pode gerar uma grande confusão e até fazer com que você perca o financiamento. Por isso, sempre:
- Informe os dados corretos de renda.
- Tenha em mente os prazos do cronograma.
- Escolha cursos ou instituições que possuem convênio com o Fies.
Como é o pagamento do Fies após a formatura?
Diferentemente do Prouni e outros programas de bolsa do governo federal ou das próprias instituições de ensino, o estudante que opta pelo Fies precisa pagar o valor financiado depois do término da faculdade.
Período de carência
Até 2018, o governo federal estipulava um prazo de carência de dezoito meses após a formatura para início do pagamento. Essa era uma forma de dar um tempo para que o recém-formado conseguisse um emprego e passasse a se bancar.
Depois desta data, as regras mudaram. Desde então, não há prazo de carência para quitação das parcelas. O estudante deve começar a honrar o compromisso financeiro um mês após a formatura.
Parcelas e taxas de juros
O valor das parcelas vai depender do contrato estabelecido. As taxas de juros do P-Fies variam conforme o contrato do banco. Portanto, é importante ficar atento no momento da contratação para assumir um compromisso com responsabilidade.
Caso o jovem já tenha conseguido emprego, as parcelas serão debitadas diretamente da folha. O valor é definido por meio de cálculo feito pelo governo. Porém, se ele permanecer sem renda fixa por alguns meses, o financiamento será pago por meio de parcelas referentes ao pagamento mínimo.
Não há um texto máximo para financiamento nem um valor pré-definido de parcelas. Cada contrato é firmado segundo as condições financeiras de cada estudante.
O governo estima que o prazo máximo para pagamento de todas as parcelas é de 14 anos. Este tempo é considerado suficiente para se organizar com tranquilidade, começar a trabalhar na área e quitar as parcelas sem desespero.
Possibilidades de renegociação de dívida
Em caso de dificuldades financeiras, o MEC e os bancos oferecem programas de renegociação e parcelamento com condições especiais.
Tipos de fiança
Um dos requisitos do Fies é apresentar alguma forma de fiança. Ou melhor, algum tipo de garantia de que você está realmente disposto a arcar com os pagamentos.
A fiança é uma certeza de que se o aluno não quitar a dívida, haverá alguém para pagá-la por ele. Nesse sentido, existem dois tipos de fiança que podem ser adotados:
Fiador
Provavelmente, você já ouviu falar sobre a importância do fiador para o Fies. Quem escolhe esse tipo de fiança deve apresentar os documentos de duas pessoas que:
- Possuam renda igual ou superior ao dobro do valor da mensalidade do curso.
- Se o candidato for beneficiário do Prouni, a renda dos fiadores deve ser igual ou superior à semestralidade da faculdade.
Vale destacar que o fiador não pode:
- Ser casado com o candidato,
- Ter outro financiamento vigente no Fies,
- Ser estrangeiro – exceto portugueses pelo Estatuto da Igualdade.
- Ser beneficiário do Programa de Crédito Educativo (PEC/CREDUC) – exceto se já tenha pago o financiamento.
Fiança solidária
Se você não conseguir encontrar os dois fiadores, pode recorrer ainda ao modelo de fiança solidária. Neste modelo, três a cinco pessoas assumem como garantidores, sem a necessidade de comprovação de renda.
O processo deve ser realizado na mesma agência do agente financeiro eleito. Os fiadores solidários devem estudar na mesma faculdade e no mesmo local em que o curso é ofertado.
Contudo, vale lembrar que fiança solidária não pode ser assumida por pessoas da mesma família.
Vantagens e desvantagens do Fies
Antes de tomar a decisão de aderir ao financiamento estudantil, é importante avaliar os pontos positivos e negativos do programa.
O Fies pode ser uma oportunidade transformadora, garantindo o acesso ao ensino superior para quem não teria condições de pagar uma mensalidade integral.
Por outro lado, também é necessário considerar as responsabilidades financeiras que virão após a formatura. Essa análise ajuda o estudante a planejar melhor o futuro acadêmico e profissional.
7 benefícios de optar pelo financiamento
Optar pelo Fies pode trazer diversas vantagens, especialmente para quem busca estabilidade durante os anos da graduação. Entre os principais benefícios estão:
- Permite estudar em instituições privadas bem avaliadas pelo MEC, como o caso da FECAP, ampliando as chances de ter uma formação de qualidade.
- Facilita o acesso ao ensino superior mesmo para famílias que não dispõem de recursos imediatos para custear as mensalidades.
- Oferece condições de pagamento justas e adaptadas à realidade financeira do egresso, considerando a renda após a formatura.
- Possui taxas de juros reduzidas ou até mesmo juros zero, dependendo da renda familiar do estudante.
- Conta com programas de renegociação de dívida e flexibilidade no pagamento em casos de dificuldade financeira.
- Permite que o aluno foque nos estudos sem precisar acumular várias atividades profissionais apenas para arcar com os custos da faculdade.
- Pode ser combinado com bolsas de estudo parciais do Prouni ou de programas institucionais, reduzindo ainda mais o valor final da dívida.
Comparação com outras formas de crédito estudantil
Quando comparado a linhas de crédito estudantil privadas, o Fies apresenta vantagens significativas. Entenda:
| Critério | Fies | Crédito Privado |
| Taxa de juros | Muito menores; em alguns casos, juros zero. | Mais altas, variando conforme a instituição financeira. |
| Respaldo | Apoio do governo federal, garantindo maior segurança. | Não há garantia governamental. |
| Flexibilidade de pagamento | Condições adaptadas à renda do egresso; maior tempo para quitar. | Menos flexíveis; prazos mais curtos. |
| Período de carência | Não há. | Não há. |
| Aprovação | Depende do cumprimento de requisitos (Enem e renda). | Pode ser mais rápida e menos burocrática. |
| Acessibilidade | Voltado para estudantes de baixa e média renda. | Atende a qualquer perfil, mas com custo mais elevado. |
| Custo-benefício | Geralmente mais vantajoso pela combinação de juros baixos e segurança. | Menos vantajoso em termos financeiros, mas pode ser alternativa em alguns casos. |
Como funciona o Fies: o que é importante saber
Entender como funciona o Fies é fundamental para quem deseja parar de adiar o sonho de fazer uma faculdade.
Esta pode ser uma maneira segura e confortável de arcar com os custos das aulas, sem se sacrificar agora. Com disciplina e organização, é possível quitar o financiamento após a formatura rapidamente.
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