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Em tempos como o atual, com inflação nas alturas e dificuldade de arcar as contas do mês, profissões como Economia nunca se fizeram tão necessárias.

Mas enfim, o que se estuda em Economia? Quais os mitos e as verdades da área? Confira no texto de hoje.

Afinal de contas, o que se estuda em Economia?

Primeiramente, vale ressaltar que muita gente confunde Ciências Econômicas e Economia como se ambas fossem iguais, quando, na verdade, são distintas.

Enquanto a última trata dos aspectos que envolvem o mercado financeiro e o consumo de bens e serviços, a primeira estuda os fenômenos econômicos de forma ampla. É claro que é possível ter ambos os saberes na mesma graduação, mas vale destacar a diferença.

Dito isso, o cientista econômico é aquele que estuda fatos históricos, econômicos e variadas estatísticas a fim de detectar a confiança geral na economia, acompanhar as atitudes do consumidor e verificar tendências de atividade econômica.

É uma ciência social que estuda a economia capitalista a partir do comportamento do chamado homem racional, e que se estuda como transferir todos os recursos finitos de forma eficiente. 

A principal intenção do curso de Ciências Econômicas é descobrir como a Economia resolve os três problemas econômicos mais básicos da sociedade, a saber:

  • o quê e quanto produzir;
  • como produzir; e
  • para quem produzir?

Economia é multidisciplinar por natureza

Vale ressaltar que o curso de Ciências Econômicas é multidisciplinar. Isso quer dizer que ele estuda a variedade de bens e serviços existentes, o que envolve metodologias de outras ciências, como a Política, da Saúde, da Engenharia e assim por diante.

Os primeiros estudos em Economia datam de III a IV a.C., a partir dos estudos do grande filósofo Aristóteles e do primeiro-ministro da Índia, Chanakya. Mas, oficialmente, o pai da economia moderna é Adam Smith, dono de teorias que são referências na área até hoje. 

Aqui no Brasil, o estudo das Ciências Econômicas foi regulamentado em 1951, com a Lei n. 1.411. Além da graduação, com duração aproximada de oito semestres, é necessário registro no Conselho Regional de Economia. 

Por isso a faculdade faz-se tão importante na hora de exercer a profissão, pois é ela quem credencia o economista a se registrar em seu respectivo conselho profissional.

A FECAP possui o primeiro curso de economia do Brasil e tem nota máxima do MEC, do ENADE, além de ser a melhor faculdade de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), o que comprova a excelência no ensino.

Quais disciplinas se estudam em Economia?

No curso de Ciências Econômicas, será possível ver conceitos básicos do setor, entender sobre os processos financeiros nos diferentes mercados, o cenário político-econômico nacional e internacional, entre outros tópicos. Algumas das matérias são:

  • Macroeconomia;
  • Fundamentos de Administração;
  • Microeconomia;
  • Raciocínio Lógico e Analítico;
  • Fundamentos de Finanças;
  • Business English;
  • Finanças corporativas;
  • Economia Brasileira
  • Economia Internacional;
  • Histórica Econômica Geral;
  • Desenvolvimento Econômico;
  • Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Ao contrário do que muitos pensam, estudar Economia não é apenas fazer cálculos. Isso não quer dizer que as contas não façam parte do curso. Mas a graduação em Ciências Econômicas transita tanto pelas Ciências Exatas quanto pelas Ciências Humanas.

Em Economia, o aluno aprende a fazer o uso aplicado dos números e qual é o comportamento do consumidor. Ou seja, além de cálculos, o egresso na área tem a visão sistêmica de como os mais variados eventos econômicos impactam a sociedade. 

Ficou curioso para saber mais sobre as disciplinas do curso? Então seguem mais detalhes sobre algumas delas.

Microeconomia 

Em Microeconomia, é possível ter uma análise individualizada dos comportamentos e decisões que têm impacto local.

Esse campo ignora fatores externos e foca em mercados específicos, estudando as ações de produtores e consumidores. 

Um dos principais temas da microeconomia é a lei da oferta e da procura, responsável pelas relações de mercado e intenções de compra. 

Por exemplo, se determinado produto está com baixa produtividade e com alta demanda de consumo, o preço vai ficar mais elevado e, em caso contrário, o produto será mais barato. 

Na microeconomia também será possível analisar como determinar um preço justo para os mais variados produtos e serviços. São feitos estudos dos hábitos de compras dos consumidores e entender o nível de satisfação dos mesmos ao adquirir um serviço. 

Macroeconomia

Como o nome sugere, estuda-se a economia a partir de um olhar mais amplo. Em Macroeconomia, pode-se entender as taxas de juros, as influências dos investimentos e como se comportam os indicadores econômicos. 

Ela ajuda a entender a dinâmica dos preços de mercado e tomar as decisões mais racionais sobre determinado tema. A macroeconomia estuda tópicos como impostos, elasticidade, custos produtivos, entre outros. 

Economia internacional 

Em economia internacional, aborda-se a ligação monetária entre os países e suas características econômicas particulares. 

Ademais, o aluno do curso de Ciências Econômicas estuda as teorias de comércio internacional, medidas protecionistas, barreiras tarifárias, taxas de câmbio, incentivos fiscais às exportações e assim sucessivamente.

Economia nacional

Como o nome diz, o ponto-chave é o estudo do desenvolvimento da economia brasileira desde o passado até os dias atuais. 

Estudam-se tópicos como inflação, políticas de estabilização da moeda, prática da política econômica, estratégias dos governos para melhorar a economia nacional, entre outros.

Finanças corporativas

Na disciplina de Finanças corporativas será possível conhecer a gestão financeira de instituições e quais as variáveis que influenciam na hora de tomar decisões relacionadas ao capital financeiro.

Além disso, você vai aprender a respeito dos métodos e técnicas relativos ao planejamento financeiro e entender as questões mais relevantes na administração de finanças das empresas. 

Com isso, o aluno é preparado para entender quais processos geram (ou destroem) valor dos capitais aberto e fechado e aprende conceitos como a emissão de ações no mercado aberto.

Business English

Inglês não é mais diferencial e sim pré-requisito para as vagas. Diante de um vocabulário específico no setor econômico, a FECAP pensa em seu aluno e traz a disciplina de Business English.

Na matéria, será possível aprender como se expressar em reuniões de negócios, com a expertise de termos e frases específicas do setor de finanças. Ou seja, já na faculdade, você já vai ficar afiado e preparado para uma situação real de negócios. 

Perfil de quem estuda Economia

Bom, é claro que não existe fórmula do aluno ideal em nenhuma profissão, inclusive nas Ciências Econômicas. Porém, algumas características são desejáveis se você deseja seguir na profissão. Alguns atributos esperados de um estudante de economia são:

Facilidade em Ciências Exatas 

Como já dissemos, estudar Economia não é só fazer contas, mas elas farão parte da sua rotina. Então é desejável que você tenha alguma perícia com operações matemáticas, caso queira iniciar o curso.

Mas, claro, também se dá bem com Humanas

O economista deve saber o que está rolando no Brasil e no mundo. E, além de tudo, ter boa interpretação de texto, afinal, você deverá interpretar o cenário econômico atual. 

Habilidade analítica

Como consequência do item anterior, nem sempre os movimentos do mercado conseguem ser traduzidos em números. 

Por isso, é necessário saber como os eventos do mundo impactam a atividade econômica e como descrever isso, inclusive de forma numérica. Além disso, a habilidade analítica é essencial na hora de tomar decisões baseadas em dados. 

Saber se expressar de forma assertiva

É desejável também que o estudante de Ciências Econômicas tenha habilidade em defender seus pontos de vista, com bons exemplos e analogias para ter uma argumentação sólida. E, claro, em um tom claro para quem está ouvindo, sem ser pedante. 

Comunicar-se bem em equipe

O trabalho no setor econômico é complexo e com várias mãos, com muitas decisões difíceis. Por isso, saber trabalhar em grupo e ter uma boa comunicação interpessoal é fundamental para um bom exercício da profissão. 

Ter interesse por assuntos relacionados à Economia

Esse parece óbvio, mas, nunca é demais lembrar que para se destacar na profissão, é necessário ser um leitor incansável de notícias sobre Economia. Seja por publicações especializadas no gênero, ou no noticiário comum.

Áreas de atuação para quem estuda Economia

Bom, se você quer estudar Economia, mas não sabe onde trabalhar, seguem algumas áreas nas quais você pode exercer sua profissão:

Comércio nacional e internacional

Pequenas e médias empresas necessitam de alguém que faça análises econômicas e identifique possíveis investimentos e realocação de recursos.

Agronegócio

Em um setor tradicional e potente, o economista pode atuar no setor agrícola e analisar soluções tecnológicas, transformações de mercado e na legislação ambiental, com foco em propor estratégias inovadoras. 

Economia ambiental e sustentabilidade

O economista que trabalhar em ONGs e demais públicos poderá criar estratégias sustentáveis. Ou seja, trabalhar de modo que o meio ambiente e a geração de valor às organizações estejam alinhadas. 

Mercado financeiro

Ponto tradicional de trabalho do economista, o mercado financeiro é um campo em que os profissionais de economia desenvolvem planos para impulsionar os ganhos no mercado de ações, seguradoras e bancos.

Também é possível atuar em empresas estatais de capital aberto, como Banco do Brasil e Petrobrás. 

Análise econômica e planejamento estratégico

Quando uma empresa quer expandir seus mercados, os economistas desenvolvem planos e estratégias para fins como ampliação de mercados e avaliação de riscos. 

Planejamento e formulação de políticas públicas

Em qualquer programa governamental, um economista é essencial para pesquisar e planejar soluções em forma de políticas públicas nos governos municipal, estadual e federal.

Consultoria em processos judiciais

Em processos judiciais, como crimes de sonegação fiscal, sonegação de impostos e desvio de verbas, a presença de um economista é essencial para avaliar as provas do processo e ajudar a defesa, a acusação ou prestar consultoria ao juiz. 

Pesquisa e educação 

A educação também é um setor de trabalho. Seja em escolas ou universidades, é possível lecionar no setor, sem contar com os centros de pesquisa que trabalham somente com coleta de dados econômicos. 

Vamos para o próximo passo? A gente ajuda você

Agora que você já conhece um pouquinho do que se estuda em Economia, que tal se aprofundar rumo à decisão de seguir na profissão?

O nosso infográfico vai trazer todos os detalhes sobre o curso e sobre a FECAP, para que você saiba por que estudar conosco é a melhor escolha a se fazer. Você pode baixar o material gratuito, agora mesmo, aqui