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As áreas de atuação de Relações Internacionais têm aumentado com o passar dos anos devido à globalização.

Quem quer seguir essa carreira tem diversas possibilidades pela frente além da diplomacia.

Neste post, vamos apresentar a você quais são as vagas mais procuradas na profissão. Acompanhe para saber mais.

O que é Relações Internacionais?

Antes de mais nada, você já parou para pensar o que é Relações Internacionais?

Essa é uma área que estuda as relações políticas, econômicas e sociais entre diferentes países.

E, ainda, que visualize esse cenário para que empresas que tenham como objetivo a atuação internacional possam se estabelecer.

Como é a faculdade de Relações Internacionais?

O curso de Relações Internacionais dura quatro anos. Quem se forma nele, sai como bacharel.

Seu currículo tem foco em três grandes disciplinas: Política, Direito e Economia.

E o que se estuda em Relações Internacionais, dentro de cada uma delas? A princípio, as temáticas são bem teóricas e focadas na leitura.

Aos poucos, a prática começa a surgir e privilegia a simulação de situações de negociação.

Os alunos aprendem mais sobre transações políticas e comerciais, além de atividades diplomáticas e análise de interesses de culturas diversas.

Dominar uma ou mais línguas estrangeiras também é essencial por esse motivo.

Algumas das matérias abordadas ao longo do curso são:

  • Análise de Política Externa
  • Contratos Internacionais
  • Direitos Humanos
  • Economia Política Internacional
  • Gestão Estratégica de Negócios Internacionais
  • História das Relações Internacionais
  • Relações Internacionais Contemporâneas
  • Sistemática de Exportação e Importação

Para entrar na faculdade de Relações Internacionais é preciso estudar bastante. Afinal, ela é uma das mais concorridas do país, nas mais diversas instituições de ensino superior onde é oferecida, como é o caso da FECAP.

A média da nota de corte dos cursos de Relações Internacionais no SISU é nada menos que 730 pontos. Ou seja, a dedicação é exigida antes mesmo de começar uma faculdade.

O que o mercado de trabalho espera do internacionalista?

O profissional de Relações Internacionais é conhecido como internacionalista. Como o próprio nome já adianta, seu papel está ligado às negociações que envolvem dois ou mais países.

Para trabalhar nessa área, é preciso concluir a graduação. Na maior parte das faculdades, o curso tem duração de 4 anos. Nas demais, há aumento de dois semestres na grade curricular.

Perfil profissional

Para ter sucesso nessa carreira, o profissional deve:

  • ter fluência em outros idiomas: é preciso saber falar pelo menos em inglês e espanhol;
  • se interessar em conhecer outras culturas;
  • ter facilidade de se relacionar com outras pessoas;
  • ter domínio da comunicação verbal e escrita;
  • estar sempre conectado ao que acontece no Brasil e no mundo;
  • gostar de estudar: o internacionalista deve sempre ter em mente que é preciso se atualizar.

Essas habilidades podem ser treinadas ainda durante a faculdade. É possível encontrar estágio em empresas privadas e órgãos públicos. Normalmente, essas oportunidades começam a surgir a partir do quarto período.

Se você conseguir fazer atividades fora do Brasil, ainda na faculdade também, aproveite!

Em especial, se o país que ofereça essa chance estiver em seu radar para trabalhos mais aprofundados no futuro. 

Mesmo que você só consiga ficar por algumas semanas ou meses, essa vivência será excelente para seu currículo para ter percepções mais práticas das disciplinas da faculdade.

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Como é o mercado de trabalho para Relações Internacionais?

Depois de obter sua formação em Relações Internacionais, você estará preparado para ingressar no mercado de trabalho.

Mas quais são as oportunidades para um profissional de RI aqui no Brasil? Porque, em muitos casos, antes de ir para fora você precisa passar uma temporada por aqui.

Como a quantidade de áreas de atuação de Relações Internacionais é grande, as oportunidades acompanham esse número.

Desde que você tenha um bom conhecimento e domínio da função que deseja exercer, é provável que consiga um emprego relativamente rápido.

Inclusive pelo fato de que as relações diplomáticas em cenários mundiais ou organizacionais nunca param.

Você ainda pode apostar em especializações, como o MBA ou uma pós, para melhorar ainda mais seu currículo e mostrar experiência. E ainda fortalecer as chances de receber uma promoção para atuar em outro país.

Não se esqueça das missões acadêmicas e das experiências internacionais: quanto mais você conseguir participar delas ao longo da graduação, melhor será para seu histórico profissional.

O que faz um profissional de Relações Internacionais?

Antes de falar sobre as áreas de atuação de Relações Internacionais, vale a pena falar um pouco sobre o que esse profissional pode fazer.

Entre suas principais responsabilidades estão estabelecer relações entre diferentes nações, governos e organizações, defender interesses do país que representa, desenvolver projetos, elaborar relatórios, aplicar pesquisas e analisar os mais diversos cenários.

Em empresas, esse profissional ajuda também no processo de expansão internacional do negócio.

Ele ainda pode trabalhar com programas de intercâmbio organizacional e analisar riscos políticos e econômicos para investidores.

Como você pode ver, a base de conhecimentos é muito similar para as diversas áreas, o que muda mesmo é a aplicação em diferentes contextos.

Quais são as áreas de atuação de Relações Internacionais?

Muitas pessoas ainda têm uma visão limitada sobre a atuação do profissional de Relações Internacionais. O senso comum é que essa área está ligada apenas ao trabalho do diplomata.

Porém, há muitas outras possibilidades para quem se forma nesse ramo. Conheça algumas delas:

Direito Internacional

As disciplinas de Direito são comuns na grade curricular de Relações Internacionais. Por isso, o profissional sai do curso preparado para lidar com esse tipo de desafio.

O Direito Internacional é o campo que se dedica a estudar as regras e normas jurídicas entre países.

Portanto, quem trabalha nessa área tem que ter amplo conhecimento da legislação internacional. Há vagas desse tipo em consultorias e órgãos governamentais.

Comércio exterior

O comércio exterior é uma das áreas que mais emprega internacionalistas. Isso porque é cada vez mais comum a expansão de negócios para outros países e o relacionamento com investidores estrangeiros.

O profissional que atua nesse ramo deve ter grande domínio das habilidades de negociação e gerenciamento de conflitos. Além disso, é importante também ter conhecimento técnico e falar outros idiomas.

A maior parte das vagas está em empresas privadas com filiais em outros países. Há ainda um mercado crescente em startups – negócios com perfil inovador e solução tecnológica.

Aqui, vale a pena abrir parênteses: embora os internacionalistas possam trabalhar na área, a profissão recebe outras denominações: International Trader ou Foreign Trader.

Em português, porém, não existe um termo equivalente, então basta se referir ao profissional como “profissional de comércio exterior”.

Entre os principais cargos desta área estão:

  • analista internacional;
  • gerente de negócios internacionais;
  • despachante aduaneiro;
  • chefe de operações portuárias, entre outros.

Suas funções dependem diretamente do cargo escolhido, uma vez que as responsabilidades variam bastante.

Mas, basicamente, esse é um profissional de muito valor estratégico, pois está sempre de olho em atividades de compra e venda e no cumprimento de metas de uma empresa.

Além disso, ele precisa ter um perfil analítico, para verificar riscos financeiros e escolher as melhores oportunidades de negociação.

Segurança Nacional

Todo país deve tomar medidas que garantam a segurança nas fronteiras e da sua população. Essas iniciativas de Segurança Nacional podem contar com apoio do internacionalista.

É papel dele mediar os conflitos de interesse e estabelecer a diplomacia nas relações entre países.

As funções podem ser exercidas em ministérios, embaixadas ou até mesmo em órgãos internacionais como a ONU.

Pesquisa acadêmica

As universidades também podem ser seu local de emprego após a formatura no curso. Professores e pesquisadores são muito requisitados nesse setor devido ao perfil analítico da profissão.

As pesquisas normalmente fazem uma análise de fatos históricos e geopolíticos. A partir das suas conclusões, é possível traçar metas e planos de ação para o desenvolvimento social.

Essa é uma atividade muito indicada para quem gosta de ler e se interessa nas metodologias de investigação científica.

Organizações não-governamentais (ONGs)

Ainda na faculdade é possível encontrar vagas de estágio em ONGs, aumentando a sua chance de conquistar o primeiro emprego.

Normalmente, os projetos das ONGs estão ligados ao atendimento do público estrangeiro ou às missões humanitárias.

Essa área de atuação é recomendada para pessoas que queiram atuar com responsabilidade social. É preciso ter muita empatia e sensibilidade pelos problemas do outro.

Consultoria

Trabalhar com consultoria pode ser uma boa opção para quem deseja empreender após a formatura. Os consultores são bastante procurados por empresas privadas e multinacionais.

As consultorias, geralmente, são solicitadas por organizações que querem exportar seus produtos.

O trabalho do consultor é analisar os fatores externos, eliminar os riscos e criar planejamentos estratégicos para a ação.

Marketing internacional

Quando uma empresa resolve conquistar o mercado externo é necessário pensar em uma estratégia de divulgação. Esse planejamento está ligado às ferramentas de marketing internacional.

Essa abordagem visa entender as características do país estrangeiro para criar ações que gerem mais vendas. É um tipo de tarefa que exige conhecimento de economia e vendas.

A maior parte das vagas está em empresas nacionais que estão começando a internacionalizar seus negócios.

Logística

Quem se forma em Relações Internacionais pode atuar como analista de logística. O desafio deste cargo está ligado à gestão de recursos para garantir os serviços da empresa

Esta é uma função muito relacionada às áreas de Recursos Humanos, Ciências Contábeis e transporte de cargas.

Tende a crescer muito nos próximos anos devido ao crescente trânsito de produtos nas fronteiras do Brasil.

Agências de câmbio

A Economia é um campo forte de estudos dentro da grade curricular de Relações Internacionais. Por isso, graduando nessa faculdade têm boas oportunidades em agências de câmbio.

O trabalho consiste em acompanhar as variações do mercado para analisar os riscos de investimento. Além disso, há ainda um constante monitoramento da variação do câmbio de moedas de vários países.

Esse pode ser o campo perfeito para quem gosta de lidar com números, dados e análises de cenários.

Entidades internacionais

Existem diversas entidades internacionais que atuam com questões legais e financeiras que envolvem mais de dois países.

O conhecimento do internacionalista de política e economia é muito bem-visto para esse tipo de vaga.

Trabalhar em uma entidade internacional pode ser uma grande oportunidade de valorização do seu currículo e de morar no exterior.

O que fazer para trabalhar na embaixada?

Além disso, uma das carreiras mais visadas para o profissional de Relações Internacionais é a atuação em embaixadas brasileiras no exterior.

Para isso, é importante acompanhar o site e as redes sociais de embaixadas e consulados de seu interesse.

Por lá, são divulgadas as vagas e os processos seletivos para conseguir um emprego.

Algumas embaixadas publicam suas vagas e chamadas pelos jornais, bem à moda antiga. Então, acompanhe também esse meio de comunicação constantemente.

Em geral, eles envolvem provas de idiomas por escrito, traduções e testes de conhecimentos específicos.

Também há entrevistas e análises de currículo. Na maioria das vezes, é preciso enviar ainda uma carta de apresentação.

Os editais são repletos de detalhes e é fundamental ler aqueles de seu interesse com muita atenção para não deixar passar nada.

Inclusive, para que você tenha a certeza de que seu perfil se encaixa no que é solicitado e que as missões e o trabalho descrito são de seu interesse.

Qual o salário de um Relações Internacionais e quanto ganha uma pessoa que trabalha na embaixada?

Mas afinal, diante de tantas possibilidades, quanto ganha um profissional de Relações Internacionais?

Bem, os ganhos podem variar bastante. Em média, para um iniciante, os valores podem chegar a R$ 5 mil.

Entretanto, as oportunidades para quem trabalha na embaixada podem ser ainda mais interessantes.

Acredite: o salário pode ultrapassar os R$ 40 mil!

No entanto, vale lembrar que independentemente da área que você deseja seguir, é muito importante estudar e se dedicar bastante.

Além disso, vale a pena fazer cursos complementares, investir no aprendizado de novos idiomas e continuar sempre por dentro do que acontece no mundo.

Somente assim será possível se destacar na profissão e conseguir aumentar ainda mais o salário.

Formei, e agora?

Como foi possível notar, as áreas de atuação de Relações Internacionais são variadas.

Quem deseja aumentar a sua chance de contratação após a formatura deve se dedicar com seriedade aos estudos. Além disso, pode praticar o marketing pessoal e o networking ao longo do curso.

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