Se você quer já percebeu que tem aptidão pelas Ciências Humanas e quer atuar com negociação, está no lugar certo. Neste post, vamos esclarecer tudo sobre Relações Internacionais.

Esta é uma área que ainda gera muitas dúvidas nos estudantes. Por isso, quanto mais informações sobre essa profissão você absorver antes do vestibular, melhor.

Acompanhe o post para descobrir tudo sobre a carreira. 

Tudo sobre Relações Internacionais

Apesar de se tratar de uma profissão com ampla tradição em todo o mundo, as Relações Internacionais ainda despertam curiosidade. Boa parte da sociedade em geral ainda desconhece a importância dessa atividade e o que o internacionalista faz. 

O desconhecimento ocorre, em partes, porque essa é uma área com atuação específica e ainda muito associada a órgãos públicos. 

Para evitar que as dúvidas sobre a atividade prevaleçam, vamos explicar todos os detalhes dela a partir de agora. 

O que é Relações Internacionais?

Apesar do nome do curso já dar uma noção sobre o que se trata, o título ainda é vago. A graduação em Relações Internacionais é um campo de estudo amplo, que abrange:

  • negociação entre empresas localizadas em dois ou mais países diferentes;
  • estudo de políticas internacionais;
  • pesquisa da conjuntura econômica e social;
  • produção de relatórios;
  • redação e estruturação de contratos internacionais;
  • análise de risco de um projeto ou negócio;
  • aproximação entre as partes interessadas para realizar transações de importação e exportação;
  • representação dos interesses de um país em instituições internacionais, tais como a Organização das Nações Unidas (ONU);
  • execução dos trâmites legais para realização de negócios com parceiros estrangeiros;
  • promoção cultural de um país em outras partes do mundo.

Como você pode perceber, há diversas oportunidades para quem opta por seguir essa carreira. 

Essencialmente, este é um campo no qual o foco maior é estabelecer laços estratégicos e estreitos entre dois agentes. Na maior parte das vezes, cada parte envolvida tem sede em um país diferente.

Relações Internacionais x Comércio Exterior

Muitos estudantes ficam em dúvida sobre qual faculdade fazer: Relações Internacionais ou Comércio Exterior. O questionamento é comum, já que as áreas são bem próximas. 

Caso a dúvida permaneça mesmo depois de fazer um teste vocacional, é necessário ter claro a diferença entre ambas graduações.

O profissional formado em Relações Internacionais é chamado de internacionalista ou analista de relações internacionais. 

Quando se trata de negociação comercial entre dois países, ele é responsável por fazer com que os envolvidos se aproximem. O foco aqui está em criar um ambiente conciliador e propício para boas transações.

Já o profissional graduado em Comércio Exterior trabalha para que todos os aspectos legais da negociação sejam realizados corretamente. Ou seja, as questões contratuais e burocráticas são de sua responsabilidade. 

Assim, enquanto o internacionalista planeja a negociação, o profissional de Comércio Exterior a executa. Ambos devem atuar de maneira colaborativa para que todo processo seja conduzido com tranquilidade e alcance o sucesso. 

Perfil do estudante

Antes de concorrer a uma vaga de Relações Internacionais, é importante estar ciente das habilidades que a área exige.

Conhecer as competências solicitadas em um processo seletivo é útil para analisar se o perfil é compatível com a atividade.

A graduação em Relações Internacionais é perfeita para quem tem:

  • caráter cosmopolita, ou seja, gosta de viajar pelo mundo tudo e não se apega a nenhuma nação especificamente;
  • facilidade de tomar decisões;
  • habilidade em gerenciar conflitos;
  • interesse por estar sempre se atualizando;
  • paixão por ensinar e repassar conhecimentos;
  • noção de métodos qualitativos;
  • bom raciocínio lógico;
  • domínio de línguas estrangeiras – o recomendado é que o universitário saiba falar pelo menos inglês e espanhol. Na atual conjuntura mundial, ter fluência em mandarim é considerado diferencial no currículo;
  • aptidão por liderança;
  • criatividade;
  • pensamento crítico;
  • capacidade de trabalhar em equipe. 

O estudante de Relações Internacionais deve ter, antes de mais nada, respeito pela cultura de outros países. Compreender e tolerar as manifestações de outras sociedades é fundamental nesta área.

O internacionalista deve ser livre de preconceitos. Só assim será capaz de exercer sua função de forma ética, promovendo uma relação favorável para todos os envolvidos. 

Grade curricular de Relações Internacionais

Você deve estar se perguntando sobre o que é estudado na faculdade de Relações Internacionais. Saiba que chegou a hora de responder essa pergunta. 

A grade curricular dessa faculdade divide-se em quatro campos de formação, de acordo com orientações do MEC. Saiba quais são elas.

Formação Estruturante

Este eixo é resultado da união das disciplinas introdutórias do curso. São elas que ajudarão o aluno a ter embasamento para compreender as matérias específicas.

Conheça quais são os conteúdos desta sessão:

  • Introdução ao estudo das Relações Internacionais;
  • Fundamentos da Microeconomia;
  • Fundamentos da Macroeconomia;
  • Introdução à Ciência Política;
  • História das Relações Internacionais;
  • Sociologia;
  • Matemática.

Formação Interdisciplinar

Essas disciplinas têm como intuito conectar áreas do conhecimento. Permitem que o profissional chegue ao mercado de trabalho com uma visão mais ampla da sua atividade.

São essenciais para desenvolvimento do pensamento crítico do universitário. São elas:

  • Teoria Geral do Direito;
  • Direito Internacional Público;
  • Práticas de Comércio Exterior;
  • Organização e Regimes Internacionais;
  • Estrutura de mercado e teoria de jogos;
  • Estatística;
  • Princípios de Finanças.

Formação Profissional

Neste período da faculdade, o aluno começa a estudar as matérias mais práticas. Essa é a hora de começar a aprender de fato como trabalhar como internacionalista.

A formação profissional inclui as seguintes disciplinas:

  • Processo de Integração Regional;
  • Internacionalização das Empresas;
  • Geopolítica;
  • Avaliação de cenários internacionais;
  • Diplomacia;
  • Relações internacionais e sociedade civil internacional;
  • Economia Política Internacional.

A partir desta etapa, é comum que os conhecimentos teóricos das disciplinas sejam mesclados com atividades práticas. As aulas podem incluir:

  • simulações de negociação;
  • vivências comerciais e políticas;
  • encenação de situações reais;
  • análise de conjunturas externas;
  • elaboração de relatórios e documentos. 

Guia completo: tudo sobre Relações Internacionais

Formação Complementar

A formação complementar é exigida pela MEC para conclusão do curso. Ela consiste na participação em eventos da área, cursos, seminários e estágio.

O ideal é que o universitário passe por todas essas etapas para aumentar o seu conhecimento sobre a profissão. 

O que é preciso para se formar

A graduação em Relações Internacionais é do tipo bacharelado. Isto é, privilegia o aprendizado prático da atividade.

Na maior parte das instituições de ensino, o curso tem duração de 4 anos. Porém, algumas faculdades optam por prolongá-lo por mais dois semestres para incluir uma especialização à grade curricular.

Para se formar como internacionalista, o aluno deve ser aprovado em todas as matérias. Além disso, deve apresentar Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no último período.

Não há estágio obrigatório na área, contudo, ele é considerado um diferencial no currículo do recém-formado. Esse tipo de oportunidade permite aprender na prática e a decidir qual área seguir após a formatura. 

Áreas de atuação

É comum que as pessoas associem o curso de Relações Internacionais apenas com cargos públicos ligados à diplomacia. Porém, como já adiantamos no começo deste post, a carreira do internacionalista é muito mais do que isso. Até mesmo órgãos públicos municipais costumam admitir formados desta área. 

Sem dúvida, as instituições governamentais ainda são as que mais retém profissionais desta área. É possível encontrar vagas em todas as esferas, de acordo com o seu interesse.

A maior parte delas é preenchida por meio de concurso público. Por isso, uma das vantagens dessas oportunidades é a estabilidade da carreira.

Fora o setor público, há ainda oportunidades no setor privado. Câmaras de comércio exterior, bancos e empresas multinacionais também costumam contratar talentos deste setor.

Em alguns casos, o profissional precisará de ter disponibilidade para viagens ou até mesmo para mudança de país. 

Para trabalhar como internacionalista não é necessário ser filiado a nenhum conselho profissional da área. Essa exigência só é maior para vagas de Comércio Exterior. Isso porque a entidade ligada a essa área exige que o internacionalista se afilie para exercer a atividade profissional. 

Atualmente, os estados que mais empregam profissionais da área são São Paulo e Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Apesar disso, há um crescimento gradual de oportunidades em cidades das regiões Sul e Nordeste do país.

Cargos mais promissores

Listamos os cargos mais promissores para que você possa entender ainda mais sobre o dia a dia do internacionalista.

Diplomata

Boa parte das pessoas que optam por fazer Relações Internacionais quer atuar como diplomata. O papel desse profissional é estabelecer contatos pacíficos entre governos diferentes, promovendo negociações geopolíticas.

Para exercer essa função, é preciso ser aprovado em concurso público promovido pelo Instituto Rio Branco.

No último concurso realizado para seleção de diplomatas no Brasil, em 2018, o salário inicial era de R$18,059,83. 

Embaixador

O título de embaixador é o cargo mais alto que um diplomata pode alcançar. A sua função é representar o país de origem em uma missão em país estrangeiro.

O embaixador deve ser nomeado para o cargo, acolhendo estrangeiros e promovendo ações de parceria entre as nações. 

De acordo com informaçõe do Itamaraty, o salário-base de um embaixador em 2019 é de R$27.368,67. 

Analista internacional

O internacionalista pode trabalhar analisando dados e criando projetos de cooperação entre países. Esse tipo de vaga é comum em empresas privadas, organizações não-governamentais e órgãos públicos.

Segundo o portal Vagas.com, a remuneração do analista pode variar de R$1963 a R$6000. 

Agente governamental

Quem deseja seguir carreira pública pode se tornar agente governamental. Essa é uma atividade voltada para o desenvolvimento de projetos sociais, políticos e culturais.

É possível ser contratado por prefeituras, governos estaduais e federais.

De acordo com levantamento do Vagas.com, o salário do agente governamental pode variar de R$1284 a R$2515. 

Professor universitário 

Seguir carreira acadêmica também é uma possibilidade para quem se forma em Relações Internacionais.

Em geral, quem gosta de estudar e tem aptidão para falar em público se dá bem como professor universitário.

A ligação com a universidade pode permitir ainda que o internacionalista atue como pesquisador científico. Esse tipo de produção é fundamental para o contínuo desenvolvimento do setor. 

Um professor universitário de uma faculdade particular ganha, em média, R$3504, conforme a Catho. Já nas universidades federais, os salários podem chegar a R$13.626. 

Assessor econômico

O conhecimento em Micro e Macroeconomia e o domínio de Matemática e Estatística permitem que o internacionalista se torne assessor.

A função deste profissional é analisar cenários econômicos nacionais e internacionais, minimizando riscos. Além disso, ele também pode ser responsável pelo desenvolvimento de projetos e parcerias, como importação e exportação.

De acordo com a Tabela de Salários no Brasil, a remuneração nesta área varia de R$3.000 a R$6.000. 

Assessor ministerial

Brasília é um dos polos de concentração de internacionalistas. Por sediar o Governo Federal, há muitas oportunidades nesta cidade.

Todos os Ministérios do governo devem ter um profissional de Relações Internacionais para viabilizar os contatos entre as nações.

Quem deseja preencher essas vagas deve ser aprovado em concurso público. O esforço dedicado aos estudos pode ser recompensado pelo salário.

Segundo o Love Mondays, a remuneração pode variar de R$4.000 a R$11.000, de acordo com o ministério contemplado.

Agente em entidades internacionais

Universitários que procuram atuar em áreas de grande impacto e relevância podem trabalhar como agentes em entidades internacionais. É o caso, por exemplo, de instituições como o Fundo Monetário Nacional (FMI).

Nestes casos, o profissional é responsável por formular políticas públicas, sociais e culturais para desenvolvimento sustentável das nações. 

De acordo com o CAGED do recém-criado Ministério da Economia, o salário médio para este cargo é de R$9.848,35. O valor se refere a uma jornada de 41 horas semanais. 

Dicas para se dar bem na faculdade 

Agora que você já sabe tudo sobre Relações Internacionais, reunimos algumas dicas para ter sucesso ao longo da graduação:

  • leve as aulas à sério – estude diariamente para evitar que a matéria acumule;
  • converse com profissionais já formados para entender quais são os pontos positivos e negativos da atividade;
  • participe de projetos de extensão e pesquisa durante o curso;
  • busque sempre aprender um novo idioma – quanto mais línguas você dominar maior será sua empregabilidade em Relações Internacionais;
  • atualize-se constantemente;
  • esteja sempre informado sobre o que acontece no Brasil e no mundo por meio de telejornais e reportagens online;
  • organize um cronograma de estudos semanal para leitura das referências bibliográficas e realização de exercícios. 

A carreira do internacionalista está bem consolidada na sociedade e tem grande potencial de crescimento nos próximos tempos. A intensificação da globalização é um fenômeno sem volta que promete abrir ainda mais vagas neste campo. 

Quem deseja aproveitar essas oportunidades no futuro deve começar a se preparar agora. Aprender tudo sobre Relações Internacionais é fundamental para ter sucesso nesta carreira. 

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